sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Mecanismo do Sistema Renal

Mecanismo do Sistema Renal









A mecânica renal sobrepõe forças físicas como a gravidade, difusão, osmose e diálise cuja dinâmica é mover substâncias passiva e ativamente entre os espaços intracelulares e o sangue nos capilares que circundam os néfrons (unidade funcional dos rins), via transporte transcelular entre células epiteliais e membrana basolateral. A maioria das substâncias a serem secretadas, se originam do plasma dos capilares. A amônia é uma exceção importante, pois é sintetizada e secretada pelas células epiteliais.
Albumina e pequenas proteínas são filtradas para o túbulo, no glomérulo, incluindo os hormônios não-fixados como a insulina. Essas substâncias são reabsorvidas, em sua maioria, por pinocitose.

O sódio é exemplo de substância que é reabsorvida por transporte ativo primário nas células dos túbulos proximal e distal e dos ductos coletores. Outras substâncias, incluindo a glicose, fosfato e aminoácidos, são co-transportados com o sódio para a célula (simporte).

Mecanismo da Audição

Mecanismo da Audição





A orelha capta as ondas sonoras, que se propagam pelo ar, e as encaminha ao canal auditivo. Após entrarem pelo orifício da orelha, as ondas sonoras percorrem os 2,5 cm do canal auditivo, também conhecido como meato. Lá, elas se intensificam à medida que a passagem se estreita. No final do canal auditivo, o som se choca contra uma membrana de apenas 1/10 de milímetro de espessura, o tímpano, que vibra como um tambor. 
O tímpano é tão fino que o impacto de uma única molécula de hidrogênio o faz tremer. Do outro lado do tímpano há três ossinhos. Primeiro vem o martelo, cujo cabo fica encostado no tímpano. Diante da menor vibração, o martelo começa a batucar no osso vizinho, a bigorna, que, por sua vez, transfere o movimento para o estribo, cuja extremidade está ligada ao interior da cóclea por um buraquinho, a janela oval. Cada vez que a base do estribo choca com a janela oval, gera um movimento da perilinfa, o líquido que ocupa o espaço compreendido entre o labirinto ósseo e o membranoso. Produz-se, assim, uma espécie de onda que percorre todo o caracol, primeiro pela rampa vestibular e, depois, pela rampa timpânica, até se desvanecer quando chega à janela redonda.

No seu percurso, a deslocação da perilinfa faz vibrar a membrana basilar que constitui a base da cóclea, onde se encontra o elemento básico da audição - o órgão de Corti. Com as vibrações, as células sensoriais do órgão de Corti deslocam-se e os pequenos cílios presentes na sua superfície superior chocam com um elemento de consistência gelatinosa que flutua na endolinfa que ocupa a cóclea, a membrana tectória. Quando estes cílios chocam contra a membrana tectória, geram modificações metabólicas nas células sensoriais, que transformam os estímulos mecânicos em impulsos elétricos, os quais se transmitem às fibras do nervo coclear que nascem no polo inferior das células sensoriais; estes sinais viajam pelo nervo coclear e, depois, pelo nervo auditivo até chegarem ao cérebro, onde se torna consciente a percepção sonora. Resumindo, ocorre a transformação de energia mecânica (onda sonora) em energia hidráulica seguida de energia elétrica.

Mecanismo da Respiração

Mecanismo da Respiração




     O processo pelo qual o ar atmosférico penetra nos pulmões é conhecido como mecânica respiratória e está diretamente relacionada com estruturas tais como: a caixa torácica e os músculos e ela atrelados. Os pulmões estão contidos na cavidade torácica, envolvidos em um folheto duplo chamado pleura. Envolvendo o pulmão está a pleura visceral e aderida à parede da caixa torácica está a pleura parietal. Entre as duas pleuras encontra-se o espaço pleural, lubrificado por um fluido denominado de líquido pleural. É desta relação anatomo-histológica que ocorre a mecânica respiratória.


Intrinsicamente associado ao mecanismo respiratório está a lei de Laplace. Tal lei define a relação entre a força desenvolvida pelo músculo e a pressão gerada na interior da cavidade pleural. Ela estabelece que a pressão pulmonar é diretamente proporcional a pressão intrapleural e o raio da cavidade pleural e, ao mesmo tempo, inversamente proporcional a espessura da pleura.
Assim, pode-se manter uma mesma pressão de ejeção diminuindo a força gerada no pulmão quando se reduz também o volume da cavidade da pleura, já que o volume se relaciona ao raio da mesma.

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Mecanismo Cardiovascular





Mecanismo Cardiovascular








     É o meio de transporte que fornece as substancias absorvidas, ao nível do trato gastrintestinal, e o gás oxigênio para os tecidos. Dos tecidos, retorna como dióxido de carbono para os pulmões, e outros produtos do metabolismo para os rins. Exerce importante papel na regulação da temperatura do corpo e distribui os hormônios e outros agentes que regulam a função celular (homeostase). A troca de gases desse sistema com os alvéolos pulmonares é denominada hematose. As atividades mecânicas do sistema circulatório tem origem no coração. Essas atividades consistem na contração e no relaxamento deste órgão. Ao mecanismo de contração dá se o nome sístole e ao relaxamento diástole.
     Os vasos sanguíneos formam um sistema fechado de tubos que conduzem o sangue do coração até os tecidos e novamente de volta ao coração: é um exercer ininterrupto de energia potencial e cinético sobre as partes do organismo.


     O mecanismo está disposto na forma de marca-passos atriais que disparam um potencial de ação promovendo contração que ejeta sangue no sistema de vasos. A contração do miocárdio começa com ondas de despolarização, polarização invertida seguida de repolarização. Essas ondas se dirigem por todas a membrana cardíaca e a soma vetorial dessas atividades elétricas resultam no vetor elétrico do coração formando, em conjunto, o batimento cardíaco e distribuição do sangue arterial aos sistemas. Os registros dessa fase podem ser acompanhados por ferramentas engenhosas.


Sistema neural ligado ao sistema cardiovascular:


A estimulação simpática afeta o coração e a circulação sistêmica
- Torna o coração uma bomba bastante eficiente;
- Na circulação sistêmica, aumenta a pressão média de enchimento sistêmico, em virtude da contração dos vasos periféricos  e aumenta a resistência ao retorno venoso.


A estimulação simpática também aumenta a eficiência cardíaca de bombeamento em quase 100%. Assim, os diferentes graus de estimulação simpática podem aumentar, progressivamente , o débito cardíaco para cerca de duas vezes o normal, por períodos curtos de tempo , até que outros efeitos compensatórios ocorram, dentro de segundos ou minutos.

Efeito da inibição Simpática sobre o débito cardíaco
O sistema nervoso simpático pode ser bloqueado pela indução de anestesia espinhal ou total ou pela utilização de algum fármacos, como o hexametônio que bloqueia a transmissão dos sinais nervosos pelos gânglios autonômicos.



Referência : Guyton 11ª edição

Relação entre os sistemas Renal e Circulatório: Rins e Hipertensão

O rim e a hipertensão arterial interagem de maneira íntima e complexa. É pertinente o debate se a hipertensão é a causa ou a consequência da doença renal. Mas há estudos indicando que a hipertensão é agora citada como causa da insuficiência renal de 25% dos pacientes iniciando tratamento dialítico crônico nos EUA.
A Hipertensão sistêmica, seja primária ou secundária, é o fator de risco mais importante para a perda progressiva da função renal. Porém, a grande maioria dos pacientes com doença renal desenvolve ou agrava a hipertensão sistêmica à medida que a função renal diminui. 
            Enquanto a progressão da insuficiência renal é dramaticamente rápida em pacientes com hipertensão maligna não tratada, o curso do envolvimento renal na hipertensão benigna é muito variável, embora quanto mais intensa e duradoura a hipertensão, tanto mais grave a lesão e o consequente impacto sobre a função renal.
            A via pela qual a hipertensão lesa o rim ainda não está completamente conhecida. Poderia ser através do aumento da espessura arteriolar e diminuição do lumen - levando à isquemia e glomeruloesclerose - ou pelo aumento da pressão intraglomerular, que igualmente pode causar glomruloesclerose.
            Assim, é possível concluir que há uma relação direta entre a pressão sanguínea e a disfunção renal, sendo que quanto maior a pressão arterial, maior será as chances de desenvolver disfunções renais. E o contrário também é valido, pois a diminuição da pressão arterial retarda, e algumas vezes previne, a perda da função renal. 
Referência: http://www.medonline.com.br/med_ed/med3/rimehipert.htm


Relação entre sistemas Nervoso e Endócrino

É o sistema sensorial, ou nervoso, que monitora e coordena a movimentação dos órgãos, a atividade dos músculos, constrói e finaliza estímulos dos sentidos e inicia ações de um corpo humano. Os nervos e neurônios são parte integrante do sistema nervoso, que exercem funções importantes na coordenação motora. Todas as partes do sistema sensorial de um animal são feitas de tecido nervoso e seus estímulos são dependentes do meio.
Frequentemente o sistema endócrino interage com o sistema nervoso, formando mecanismos reguladores bastante precisos. O sistema nervoso pode fornecer ao sistema endócrino informações sobre o meio externo, enquanto que o sistema endócrino regula a resposta interna do organismo a esta informação. Dessa forma, o sistema endócrino em conjunto com o sistema nervoso atua na coordenação e regulação das funções corporais.

Alguns dos principais órgãos que constituem o sistema endócrino são: a hipófise, o hipotálamo, a tireoide, as supra-renais, os rins, o pâncreas, as gônadas (os ovários e os testículos) e o tecido adiposo.

Referencia: http://ceafnervoso3002.blogspot.com.br/